Com a construção de Brasília, o progresso em Goiás ganhou um novo impulso. No início da década de sessenta, somente Goiânia e Anápolis contavam com os serviços de abastecimento de água e esgoto sanitário no Estado.
No dia 22 de novembro de 1934, era assinado com a firma “Herbert Pereira & Cia”, o primeiro contrato para a implantação dos serviços de abastecimento de água e esgoto sanitário. A captação do primeiro sistema de abastecimento de água era superficial, localizada no córrego Areião, afluente do Botafogo. Para o problema do esgoto, foram adotadas as fossas sépticas, rapidamente superadas pelo grande crescimento da jovem Capital. Como solução, em 17 de setembro de 1941, o Governo entregou ao escritório “A.B. Pimentel ” - com sede em São Paulo, a implantação da rede de esgoto sanitário, bem como a sua exploração pelo prazo de 25 anos, surgindo assim a empresa “Melhoramentos de Goiás S.A.”.
Em conseqüência do grande crescimento da população, após dez anos de atuação da “Melhoramentos de Goiás S.A.”, o Governo do Estado assumiu a responsabilidade direta pela execução dos serviços de esgoto, unificando-os ao da água em um só organismo no dia 16 de fevereiro de 1949, que aprovou o Regulamento Geral dos Serviços de Água e Esgotos Sanitários. A medida governamental se fundamentou, ao rescindir o contrato com a empresa “Melhoramentos de Goiás S.A.”, no “direito reservado ao Poder Público de encampar os serviços essenciais e considerados vitais à sociedade”. Um ano após, o processo de infraestrutura de saneamento é passado ao Departamento de Viação e Obras Públicas – DVOP. O Governo transformou este órgão em Secretaria, em cuja estrutura organizacional integrava, entre outras, a Divisão de Água e Esgotos de Goiânia – DAE.
Em 12 de novembro de 1960 foi criado o Departamento Estadual de Saneamento – DES. Suas atividades foram iniciadas em 27 de fevereiro de 1961 e encerradas no dia 13 de setembro de 1967, transformando o órgão em empresa, com a denominação de Saneamento de Goiás S.A. - SANEAGO.
Após 45 anos de ação, a Saneago se tornou uma das maiores empresas do país no setor de saneamento e esgoto. Atualmente 224 municípios, de um total de 246, contam com o fornecimento de água por meio da Companhia, o que corresponde a 95% da população. Quanto a questões de oferta/demanda de água, aproximadamente 60% dos municípios têm abastecimento satisfatório para o atendimento das demandas futuras.
Para solucionar futuras necessidades de fornecimento, manter e ampliar, a Saneago prevê investimentos iniciais na ordem de 700 milhões e que vão passar de 1 bilhão para os próximos anos. Investimentos que serão destinados a construção e ampliação de atuais infraestruturas de abastecimento e esgoto e também destinados ao aproveitamento de novos mananciais de abastecimento, incluindo ações nos municípios a serem atendidos por novos sistemas integrados como o de Corumbá.
Na Região Metropolitana da Capital, destacou-se a entrada em operação da barragem João Leite, de 129 milhões de metros cúbicos, que visa regularizar a vazão do manancial e a implementação de adequações ao sistema produtor com novas adutoras e Estação de Tratamento de Água – ETA que elevou a capacidade de abastecimento em mais de 50%. Os investimentos também favoreceram e possibilitaram a ampliação e adequação de sistemas isolados de cidades como Nerópolis, Goianápolis, Hidrolândia e Senador Canedo.
A Saneago também tem realizado, nos últimos anos, trabalhos de proteção e revitalização de manaciais, adotando medidas que possam manter a preservação ambiental como o Meia Ponte e da Bacia do Córrego da Lagoa, localizada no município de Ouvidor, cidade a sudeste de Catalão. Outra ação, também bastante destacada, é o Programa Olho no Óleo. O Programa da Saneago trabalha com a coleta de óleo residual de fritura (óleo de cozinha usado). Inicialmente, o Programa foi lançado nos municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia e em seguida nas cidades de Anápolis e Itumbiara. Contudo, a cada mês, outros novos municípios demonstram interesse em aderir ao Programa, dentre eles, Morrinhos.
