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Vista
aérea da piscicultura

Lançamento
de peixes

Alimentação
dos peixes

Coleta de amostras

Apoio
Técnico

Vista
dos tanques grandes

Tanques pequenos
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A Bacia do Rio Meia Ponte faz parte do complexo hidrográfico
da Bacia do Rio Paraná, localizando-se na região
superior (norte) do Rio Paranaíba. O Rio Meia Ponte percorre
415 Km até a sua foz, drenando 37 municípios do Estado
de Goiás. Suas nascentes localizam-se na Serra dos Brandões,
município de Itauçu, sendo sua foz no Rio Paranaíba,
município de Cachoeira Dourada, divisa do Estado de Goiás
com o Estado de Minas Gerais.
Ao longo dos anos, o Rio Meia Ponte vem recebendo uma forte carga
poluidora que tem prejudicado a vida aquática, fazendo com
que as espécies nativas sofressem um processo de extinção.
Atualmente são encontradas apenas três espécies
nativas no Rio Meia Ponte, dentre elas: Matrinchã, Piau,
e Lambari, e outras espécies migratórias, como: Pintado,
Dourado e Piracanjuba.
Como conseqüência da ocupação do espaço
físico do Rio Meia Ponte, podem-se distinguir duas fontes
poluidoras: a urbana e a rural. A primeira é representada
pelas atividades industriais e pelos efluentes domésticos
sem tratamento, e a segunda engloba atividades de pecuária
(suinocultura, piscicultura, bovinocultura e agroindústrias)
e de extração mineral.
Por outro lado, a utilização dos Recursos Hídricos é intensiva,
possuindo diversas finalidades, tais como irrigação,
geração de energia, piscicultura e abastecimento
de água para cidades, como Goiânia, Bonfinópolis,
Hidrolândia e outras.
Com o objetivo de minimizar o impacto da carga poluidora do Rio
Meia Ponte, a SANEAGO inaugurou em 2004 a Estação
de Tratamento de Esgotos de Goiânia, que tem capacidade para
tratar 75% dos esgotos coletados da população da
capital, devolvendo vida ao Rio Meia Ponte.
A Estação de Tratamento de Esgotos
tem se preocupado não apenas com o tratamento dos esgotos,
mas também
em revitalizar a vida aquática, com a criação
de uma piscicultura, nomeada João Bennio Baptista.
A piscicultura é o ramo da aqüicultura que se ocupa
do cultivo de peixes. O sucesso da aqüicultura depende, em
grande parte, da escolha do local onde será implantado o
projeto. Por isso, diversos fatores de infra-estrutura local devem
ser considerados e analisados antes de sua implantação.
Quanto aos fatores biológicos, devem ser observados principalmente
a água em termos de quantidade e qualidade, o solo, a topografia
do terreno e os fatores climáticos.
A quantidade de água disponível determina a população
de peixes a ser estocada, porém, se a qualidade da água
estiver fora dos limites requeridos pela espécie a ser cultivada,
não haverá uma resposta eficiente em termos de crescimento
e engorda. As águas de rios, riachos e reservatórios
são utilizadas, porém deve-se ter um cuidado maior
devido à poluição e à presença
de outros peixes.
A piscicultura João Bennio Baptista é abastecida
pelas águas do Rio Meia Ponte, tendo como objetivo repovoar
o Rio com espécies nativas catalogadas e espécies
migratórias encontradas em seu leito. A piscicultura deverá produzir,
por meio de reprodução artificial em laboratório,
cerca de 300 mil alevinos, que serão soltos ao longo do
rio por crianças e adolescentes como trabalho educativo
de preservação da natureza. Os exemplares adultos
já atingem em média 1000 gramas.
Os tanques utilizados como criadouro das larvas dos peixes nativos
do rio são pré tratados com calcário, adubo
(fósforo e nitrogênio), farelo de arroz e ração
próprios para peixes, o que proporciona a produção
de plâncton (alimento), aproximadamente dentro de 7 dias.
A qualidade da água é um dos fatores limitantes no
desenvolvimento das fases do peixe, sendo importante monitorar
os parâmetros físicos-químicos, microbiológicos
e hidrobiológicos do ambiente aquático.


A piscicultura
João Bennio Baptista localiza-se na Estação
de Tratamento de Esgoto de Goiânia-ETE, possuindo 8 tanques,
sendo 2 grandes e 6 pequenos, destinados à criação
e desenvolvimento dos peixes.
A piscicultura possui 4 aquários de exposição
para visualização das espécies e amostragem.

O monitoramento
do repovoamento da vida aquática do Rio
Meia Ponte será realizado conforme plano a seguir:
- Na fonte que é abastecida pelo Rio Meia Ponte e alimenta
os tanques - semanalmente;
- Nos tanques P1, P2 e P3 onde são depositadas as larvas
de peixes para avaliar a evolução das espécies – semanal;
- Nos tanques G1 e G2 para acompanhar o desenvolvimento das fases
jovens e adultas das espécies - quinzenal.

Os métodos determinados para os parâmetros de referência
seguem as recomendações do “STANDARD METHODS
FOR THE EXAMINATION OF WATER AND WASTERWATER” da APHA/AWWA
(20ª edição), e os resultados devem ser interpretados
como representando parte da composição da amostra
no momento da análise.
Temperatura da
Amostra
pH
Oxigênio Dissolvido
Demanda Bioquímica de Oxigênio ( DBO5,20 )
Fósforo Total
Turbidez
Cor
Transparência
Condutividade
Clorofila “a”
Coliformes Fecais
Tabela 1. Número do métpdo
para análise dos parâmetros
recomendados pelo
Standard Methods for the examination of water
and wasterwater.
| Parâmetros |
Número do método |
Temperatura
|
SM 2550 |
| pH |
SM 4500 H |
|
Oxigênio Dissolvido(OD) |
SM 4500 – O C |
|
Demanda bioquímica de Oxigênio(DBO) |
SM 5210 B |
|
Coliformes Termotolerantes |
SM 9221 C |
|
Condutividade |
SM 2510 |
|
Transparência |
- |
|
Clorofila “a” |
SM 10200 H¤ |
|
Turbidez |
SM 2130 B |
|
Cor |
SM 2120 |
|
Fósforo Total |
SM 4500 P |
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Equipe Técnica |
Posteriormente, alimentaremos este tópico
conforme evolução das pesquisas realizadas.
Maiores informações podem ser obtidas com a equipe
responsável pelo Projeto de Monitoramento:
Biól.
Wilma Maria Coelho
Adm.
Fátima Flores
Eng
Alim. Cristiane Martins
Zootecnista
Thaissa Carvalho Santos
Estagiária
em Biologia Eliene Fagundes
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